sábado, 26 de maio de 2012

O Desafio Equivocado de Silas Malafaia aos Blogueiros.


O pastor Silas Malafaia, apresentador do programa vitória em Cristo, nesta semana, desafiou os blogueiros e proprietários de sites de notícias evangélicas a denunciar quaisquer erros cometidos pelo mesmo em suas pregações sobre a teologia da prosperidade. De fato, para alguns, Malafaia já está inserido no grupo de adeptos da herética teologia da prosperidade. De tempos em tempos Silas leva ao seu programa alguns americanos que apregoam uma falsa verdade bíblica propagando aos leigos uma teologia vã e errada. Dentre eles estão: Mike Murdock e Morris Cerullo. Ambos, amigos do Silas e também transmissores de um evangelho deturpado, em pregam que o cristão 'deve' ser prospero, independente de tudo, em termos de riqueza. 

Pessoalmente, admiro diversas atitudes do pastor Silas Malafaia, como: lutar pelos direitos da sociedade e da família, lutar contra a plc 122, realizar diversos eventos evangelísticos no território nacional e suas demais ações sociais. Entretanto, este vem cada dia mais, se perdendo do real caminho. Em suas falas, divulga-se mais o materialismo, o comércio, a sua denominação do que a pregação do evangelho da salvação.

Certamente, este desafio que foi lançado é uma tentativa apelativa de ganhar audiência em seu programa. De fato, não é preciso criar tanta polêmica. A tempos atrás eu gostava muito de trazer temas polêmicos ao blog, mas percebi que isto não traz edificação a ninguém. Silas devia ter em mente que se Deus o colocou em um programa de TV para toda a nação assisti-lo é porque tem um grande propósito de ganhar almas para o reino de Deus. Mas, infelizmente, vem usando-o de forma errada.

Sou blogueiro, com muito orgulho. Escrevo a cerca de quatro anos neste blog reflexões em que muitos são edificados. Leitores de todos os continentes já acessaram o meu blog, e por isso glorifico a Deus. Nós como blogueiros, que escrevemos e divulgamos a mensagem de Cristo, precisamos entender que se estamos aqui é porque Deus nos permitiu, e que o nosso único objetivo é propagar a verdade bíblica e salvação para a humanidade.

O trabalho dos blogueiros é de grande importância, pois têm o papel de expor fatos, criticar ações e mostrar diversos pontos de pensamentos aos seus leitores (leitores). Contudo, sem deixar a palavra de Deus inerrante e infalível de lado.
Por isso meus companheiros, não caiam nesta artimanha. Continuem a escrever, reflitam na palavra de Deus e exponham o que realmente edifica.

Logo, este desafio é terminantemente equivocado e covarde. Os blogueiros não precisam mostrar os erros teológicos deste pastor só porque ele pediu de forma errônea e pejorativa. Se há erros (que certamente haverá) na pregação deste pastor, que eles sejam corrigidos, mas que seja de forma sutil e não abrasadora e polêmica. Ninguém é perfeito e nem imune a erros. Devemos entender que é preciso denunciar quaisquer heresias que queira se estabelecer no convívio da igreja.
Espero que o pastor Malafaia venha ter mais calma, serenidade e tranquilidade. Que o mesmo venha guardar mais a sua língua e escutar mais. Só assim, as suas atitudes irão mudar.




Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tiago 1.19

Deus Criou o Mal ou Tudo Que Ele Criou é Bom?


Como o mal veio a existência é um mistério. Não enxergo o Velho e Novo Testamentos ocupando-se em oferecer uma explicação completa a esse respeito.  Porém, frequentemente, ouço e leio argumentos que “resolvem” a questão lançando sobre as costas de Deus a responsabilidade pela existência do mal. Em outras palavras, o mal existe porque Deus o criou.  Esta explicação, a meu ver, extrapola todos os limites da reverência a Deus. A rigor, considero-a, assim como  considerou Louis Berkhof, uma blasfêmia.

Os defensores dessa teoria costumam evocar Isaías 45:7 para tentar dar base escriturística à sua crença. A referência citada diz:

“Eu formo a luz, e crio as trevas; faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.” (Trad.: Almeida Revista e Atualizada)

Somos informados por R. Laird Harris, Gleason L. Archer, Jr. e Bruce K. Waltke que a palavra “mal”, destacada acima, é ra’, no hebraico, que, juntamente com rõa’ e rã’â são “adjetivos cognatos da raiz r” [que] pode ter a conotação tanto passiva quanto ativa: ‘infortúnio’, ‘calamidade’, de um lado, e ‘perversidade’, do outro. Pode ocorrer em contextos profanos, ‘ruim’, ‘repulsivo’, e em contextos morais, ‘mal’, ‘impiedade’” (1998, p. 1441).

Os autores diz-nos que o substantivo ra’ denota, além de ferimentos físicos e atividades imorais, “épocas de aflição” (idem, p. 1442). Eles vinculam Isaías 45:7 à esta última interpretação. Ou seja, o mal que Deus diz criar não é o mal moral, mas uma situação de calamidade, infortúnio, ou, como diz a Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB), de “desgraça”.

Levando em consideração o contexto da referência em questão, não há dúvidas de que o mal que Deus estava criando se tratava do juízo (calamidade, infortúnio, desgraça) dele pelas mãos do Rei Ciro sobre os opressores de Israel. Babilônia experimentara contra ela o amargor do mal levantado por Deus. Sendo assim, não estamos diante um Deus criador do mal moral, mas sim de um Deus que executa juízos aos quais, do ponto de vista humano, não podem ser chamados de bem (tôb).

Outras referências citadas pelos acusadores de Deus são Lamentações 3:38 e Amós 3:6. Estas, de igual modo, devem ser circunscritas à interpretação supra. Penso que os advogados da teoria “Deus, o criador do mal”, devem admitir que a palavra hebraica ra’ é muito geral para ser usada como indicativo de que a existência do mal é um fato a ser debitado na conta de Deus.

Acredito que a pá de cal a ser lançada sobre esta blasfêmia é o que escreveu Paulo a Timóteo:

“Pois tudo que Deus criou é bom.” (1ª Tm 4:4).

O adjetivo que destaquei acima, é, no grego, kalos, e pode ser traduzido também por “nobre” e “belo” (COENEN; BROWN, 2000). Em outras palavras, tudo que Deus criou é revestido de nobreza e de beleza. Não há feiúra e nem repulsa nas coisas criadas por Deus. O mal moral é feio e repulsivo! O primeiro anjo a cair e Adão que se manifestem sobre.

Esta Escritura paulina está em perfeita harmonia com a crença do povo de Deus no Antigo Testamento que sempre O via como bom, independente das suas incertezas e da incompletude da concretização das promessas. Seu caráter e Suas ações eram reputados como bons. O que Deus criou é bom porque Ele é bom. Deste bom depósito não pode proceder o que não é bom. O mal não é bom e nem bem.

Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom…” (Sl 118:1).

Desta maneira, emerge uma pergunta: Deus criou o mal ou tudo que Ele criou é bom?

Obs.: Sobre o a origem do mal moral, conversamos noutra ocasião.

Referências:

COENEN, Lothar; BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida Nova, 2000.

HARRIS, R. Laird; JR., Gleason L. Archer; WALTKE, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.

sábado, 19 de maio de 2012

Existem no Mundo Mais de 10 Mil Religiões!

O Boletim Internacional de Pesquisa Missionária, preparado por David Barrett, lança um olhar detalhado sobre a situação religiosa no mundo a cada ano. Barret é um conhecido professor de “missiometria” da Universidade Regent. Ou seja, ele se especializou em analisar dados sobre as religiões do mundo, em especial do trabalho missionário cristão.

Embora saibam que é impossível ter precisão absoluta, Barrett e sua equipe mantém um banco de dados atualizado constantemente e fazem projeções usando a metodologia de especialistas em estatística. Anualmente, usam os dados que dispõe para atualizar seu relatório e fazer projeções para o futuro próximo.

A religião cristã, por exemplo, era praticamente fixa no século XX. Havia apenas 558 milhões de cristãos no mundo em 1900. Em contraste, chegamos a cerca de 2 bilhões de cristãos na metade de 2012.

No entanto, se considerarmos a porcentagem da população mundial, o cristianismo perdeu terreno. No início do século passado os cristãos eram 34,5% da população mundial, mas apenas 33,1% agora.

Metade dos 2 bilhões de cristãos no mundo são católicos. O segundo maior “megabloco” são os cristãos afiliados a “igrejas independentes”, que têm cerca de 400 milhões de membros. Ou seja, quase o dobro dos 217 milhões de fiéis ortodoxos em todo o mundo.

Barrett contabilizou 350 milhões de protestantes, divididos em centenas de denominações e mais 80 milhões pertencestes à comunhão Anglicana, que para muitos são um híbrido de católicos e protestantes. A tendência é que as posições desses “megablocos” dentro cristianismo mundial permaneça constante ao longo dos próximos vinte anos.

O que mais chama atenção é como a vida cristã mudou radicalmente no século XX.
Os cristãos reuniam-se em 400 000 congregações em 1900. Hoje, podem ser encontrados cerca de 3,5 milhões de templos em todo o mundo. 

Em 1900 havia 300 000 livros publicados sobre o cristianismo. Em 2012, chegaremos a 5,1 milhões de títulos relacionados ao tema.
Os 3500 revistas cristãs publicadas em 1900 são uma pequena fração das 35 000 publicações cristãs impressas que circulam hoje. Em 2002, a previsão é que o número de Bíblias distribuídas seria dez vezes maior que em 1900. Em um século passamos de 5.5 milhões para 59 milhões de exemplares anuais das Escrituras ou de parte delas.

Talvez o mais surpreendente seja o número de denominações cristãs, eram 1.900 um século atrás, e agora chegam a 35.500. O cristianismo tornou-se muito mais um fenômeno urbano do século 20. Em 1900, apenas 28% dos cristãos do mundo viviam em cidades. Este ano, mais de 58% da população cristã vive em áreas urbanas.

A revolução das comunicações também teve um impacto dramático sobre a vida cristã. Em 1970, as organizações cristãs utilizam cerca de 1000 computadores. Hoje são 332 milhões de computadores.
Atualmente, 2,5 bilhões de pessoas assistem e ouvem programas cristãos de rádio e TV todo mês, um número que deverá subir em 2025 para 3,8 bilhões. Trinta anos atrás, apenas 750 milhões tinham acesso a programas cristãos. Isso sem contar a internet, cuja audiência não pode ser medida.

Mesmo assim, o Islã é a religião que mais cresce no mundo hoje. Dos 200 milhões de seguidores em 1900, os muçulmanos cresceram mais de 500% durante o século 20.
As mudanças demográficas nos últimos trinta anos chama a atenção. Em 1970, havia 554 milhões de muçulmanos no mundo e 666 milhões de católicos. No ano 2000, o Islã chegou a 1,2 bilhão de seguidores, enquanto o catolicismo contabilizava 1,1 bilhão. Isso significa que, em 2025, devemos ter 1,3 bilhão de católicos em um mundo habitado por 1,8 bilhão de muçulmanos.

O total do que Barrett chama de “religiões diferentes” cresceu de 1000, no ano de 1900, para 10 500 hoje, e deve chegar a 15 000 nos próximos 25 anos. Embora este crescimento pareça absurdo, o surgimento das novas religiões mostra que o mundo moderno não é tão ateu nem rejeita tanto assim a religiosidade quanto se pensa.

Essas novas religiões misturam elementos da fé de cristãos, budistas, hindus, muçulmanos e outras menos expressivas. Por exemplo, a Dai Viet Nam mistura budismo, confucionismo e taoísmo, usando ao mesmo tempo a Bíblia e o Alcorão, e tendo um líder com status de “Papa”. Outro exemplo são os muçulmanos Ahmadi, os quais afirmam que Jesus escapou da cruz e morreu na Índia com 120 anos.
 
Traduzido e adaptado de Cristianos.com
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 15 de maio de 2012

O Embate Entre a Teologia da Prosperidade e o Evangelho Ainda Continua.



E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Mateus 24.4.
Fonte: Rubinho 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os Erros dos Clichês Cristãos Pós-Modernos.

Por Mauricio Zágari


Vivemos a era das frases curtas. De repente a nossa fé pulou no imaginário de uma enorme parcela da Igreja brasileira da Bíblia e dos livros para adesivos de automóvel, 140 caracteres do twitter, fotos com frasezinhas do Facebook, slideshows no YouTube, blogs com três ou quatro parágrafos. Preguiçosos que somos, passamos a ser governados por teologia fast food em vez de por leituras com introdução, desenvolvimento e conclusão. Ao longo de algum tempo, fiz uma coletânea de clichês gospel que ouço pelos arraiais evangélicos (das igrejas organizadas aos desigrejados) para que possamos comentar cada um. Leia e veja se você já não ouviu essas frases serem repetidas montes de vezes - sem que aqueles que as falam tenham gasto cinco minutos refletindo sobre seu significado. Vamos analisá-los biblicamente e historicamente:

- "Eu declaro/decreto a bênção" - Bênçãos são benefícios vindos unilateralmente de Deus e por decisão soberana dEle. Ninguém pode declarar ou decretar uma bênção, pois está fazendo aquilo que só o Senhor pode fazer. Quem o faz toma o lugar de Deus e, portanto, pratica idolatria. Sem falar que essa afirmação, fruto da chamada "Confissão Positiva", tem raízes em religiões demoníacas de Nova Era (saiba mais sobre isso no post Demonologia da Prosperidade).

- "Eu tomo posse da bênção" - "tomar posse" significa literalmente se apossar de algo que não é seu. Quem "toma posse" é um posseiro, ou seja, alguém que invadiu um local que não lhe pertence e impõe pela força e presença o domínio sobre o que é dos outros. Como vimos acima, bênção é um benefício outorgado por Deus, por sua soberania. Quem quer "tomar posse" de uma bênção está dizendo, em outras palavras, que vai arrancar do Senhor na marra aquilo que quer para si e que só receberia se fosse concedido pelo Todo-Poderoso. Logo, essa frase, (cunhada com base no Antigo Testamento, quando o povo de Israel entrou na Terra Prometida e teve de "tomar posse" dela na base da briga, visto que era habitada por outros povos) é uma afronta à vontade soberana de Deus, que concede bênçãos a cada um conforme lhe apraz e não porque as tomamos dele à força.

- "Tá amarrado" - parte do princípio de que podemos atar demônios com amarras espirituais. Não existe tal expressão na Bíblia e o que as Escrituras nos ensinam a fazer com os demônios é expulsá-los imediatamente quando se manifestam, e não amarrá-los. Não vemos nenhum exemplo bíblico de Jesus ou os apóstolos "amarrando" demônios. O padrão bíblico é: "Cala-te e sai". Jesus não perdia tempo dialogando com demônios, apenas os mandava ficar quietos e então os expulsava. O único episódio de possessão em que Jesus vai além do "cala-te e sai" é o do gadareno. E, mesmo assim, a ordem de Cristo não é amarrar ninguém, mas sair na hora da pobre alma atormentada.

- "Temos que voltar ao modelo da Igreja primitiva" - se fizermos isso, estamos lascados. A Igreja primitiva, ao contrário do que existe no imaginário popular cristão, estava a anos-luz da perfeição. Em Atos lemos casos como os de Ananias e Safira, discordâncias com os judaizantes, brigas internas entre crentes como Paulo e Pedro, duplas missionárias sendo divididas por discordâncias. A esmagadora maioria das epístolas do NT foi escrita para consertar as montanhas de erros que os primeiros cristãos cometiam. Na Ceia do Senhor muitos iam só para matar a fome e os que levavam mais não dividiam com quem não tinha posses. Se lemos as sete cartas às igrejas de Apocalipse vemos como a maioria estava distante da vontade de Deus. Nos 313 anos em que houve perseguição do Império Romano aos cristãos, surgiu o fenômeno dos "lapsi", aqueles que, ao contrário dos mártires, negavam Jesus perante as autoridades para salvar suas vidas - e não foram poucos os que fizeram isso. Nas catacumbas, que eram essencialmente cemitérios subterrâneos, os cristãos mais ricos tinham direito a sepulturas mais luxuosas que os pobres e, muitas vezes, ganhavam câmaras inteiras exclusvas para suas famílias. Havia muitos privilégios concedidos aos abastados na Igreja primitiva.

Além disso, a Igreja primitiva foi assolada por montes e montes de heresias que surgiram em seu seio, como gnosticismo, sabelianismo, modalismo, monofisismo, eutiquianismo, pelagianismo, marcionismo, ebionismo e outros "ismos" que denunciam como ela era dividida, como havia desacordos, divergências de visão e rachas. Tudo isso mostra que retomar o modelo da Igreja primitiva não é viver um Evangelho puro e simples, como muitos pensam, é voltar a uma época cheia de enormes poluições, divisões, pecados e problemas no seio do Corpo de Cristo. Igualzinho aos nossos dias.

- "Os primeiros cristãos se reuniam em lares e não em templos, por isso devemos voltar a esse modelo" - os primeiros cristãos, aqueles cheios de imperfeições que vimos acima, só se reuniam em lares por uma única razão: como por 313 anos o cristianismo foi considerada uma religião criminosa pelo Império Romano, qualquer um que se confessasse cristão tinha seus bens tomados, era preso, torturado e morto. Por isso, o culto a Jesus tinha de ser feito de modo escondido. O único lugar onde havia um mínimo de privacidade eram os lares dos cristãos, que podiam simular uma visita social e ali realizavam suas liturgias. Mas, com o Edito de Milão, no ano 313, decreto que liberou a religião cristã, imediatamente os que se ocultavam, ávidos por comungar com mais irmãos, começaram a erguer templos onde pudessem se ajuntar e reverenciar o Senhor coletivamente. Em pouco tempo, graças à liberdade religiosa, o culto em lares tinha sido extinto.

Para fazer um paralelo com nossos dias, é só ver o caso da China, por exemplo, onde não se pode cultuar Jesus publicamente e por isso lá existe a chamada "igreja subterrânea", ou seja, os irmãos são obrigados a se reunir em pequenos grupos, nos porões de suas casas, para cultuar Jesus em oculto. Se você perguntar a um membro desses grupos em lares se eles preferem esse tipo de modelo ou se gostariam de ter templos onde se reunir em maior quantidade e celebrar a liturgia da adoração com muito mais irmãos (como eu já fiz, em entrevistas com membros da Igreja subterrânea chinesa para reportagens que escrevi), verá que TODOS eles dão preferência ao ajuntamento em santuários, onde poderiam comungar em maior número, num local dedicado e visível, que servisse de referência para os não cristãos em sofrimentos saberem que ali podem encontrar ajuda. Uma reunião num lar dificilmente será encontrada por quem está vivendo aflições que só Deus pode aliviar, o que não ocorre se você tem um templo bem visível.

- "Jesus não criou uma religião" - a palavra "religião" vem do latim "religare" e significa "ligar duas partes separadas". Portanto, em sua essência, religião cristã é o contato entre Cristo e o homem, é o "religare" entre o Pai e o filho. Religião, assim, é relacionamento, é intimidade. Logo, quando ora você pratica religião. Quando lê a Bíblia você pratica religião. Etimologicamente, qualquer pessoa que se liga a Deus é um religioso sim senhor, pois pratica o "religare". Portanto, ao ensinar a oração do Pai Nosso, Jesus nos estava ensinando a ser religiosos, no sentido de sabermos nos comunicar bem com o Pai. Quando ouvimos "pedis e nada recebeis pois pedis mal", o que está sendo dito é "você está praticando mal a sua religião". É claro que, como muitas palavras da língua portuguesa (como "manga", que pode ser a fruta ou uma parte de uma blusa), o termo "religião" pode ter o significado de "prática organizada de uma fé", basta ver no dicionário. É a "famigerada" instituição. Em geral é nessa acepção que a frase em questão é dita. Nesse sentido, quando Jesus diz a Pedro que sobre Ele (a Pedra) seria erguida Sua Igreja, o Mestre está estabecendo-se como o alicerce, o fundamento da fé que se seguiria pelos milênios a seguir. Só que Ele em nenhuma passagem da Bíblia especifica como o homem deveria manter o Corpo sobre esse fundamento. Isso é uma decisão que Jesus deixou a cargo do homem. Fato é que se Jesus nunca instituiu uma organização religiosa que o tivesse como alicerce, também nunca proibiu. Repare que o que Jesus critica, por exemplo, nos maus fariseus em momento algum é sua organização ou o fato de cultuarem Deus de modo institucional, sua crítica a eles era uma questão do indivíduo, do coração, e não da instituição: a hipocrisia, a falsa aparência de piedade, a religiosidade aparente sem um "religare" autêntico, sempre questões de foro pessoal e nunca institucional.

- "Jesus nunca construiu templos, por isso devemos nos reunir em lares" - se Jesus nunca construiu templos, também nuca construiu casas. Por esse argumento, se não devemos adorá-lo em templos institucionais também não poderíamos adorá-lo em lares. Dá na mesma. A resposta e a solução para essa pendenga de se podemos ou não cultuar Jesus em templos está em duas passagens bíblicas. Em João 4.19ss, lemos o diálogo entre o Mestre e a samaritana: "Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta. Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". Eis a primeira resposta: seja no templo, num lar, no monte ou em Jerusalém, importa adorar em espírito e em verdade. Se é o que a pessoa faz, não se pode condenar o local só porque Jesus nunca construiu um edifício.

Temos que lembrar que os discípulos adoraram muitas vezes o Senhor na cadeia. E Jesus também nunca construiu uma cadeia. Outra passagem reveladora que contradiz essa frase incoerente está nas palavras de Jesus relatadas em Mateus 18.20: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles". Se houver dois ou três reunidos em nome de Jesus num templo de uma igreja institucional Ele ali não estará? Se houver dois ou três reunidos em nome de Jesus num templo do tipo que Jesus nunca ergueu Ele não se fará presente? A resposta é óbvia. Então o fato de Jesus nunca ter construído um templo, uma igreja ou uma catedral é absolutamente irrelevante, desde que haja ali dois ou três reunidos em Seu nome e o adorando em espírito e em verdade. Quem perde tempo combatendo isso e advogando furiosamente a reunião em lares só está perdendo tempo.

- "Não cai uma folha da árvore se Deus não deixar" - embora faça sentido biblicamente, visto que Deus é soberano e controla tudo o que ocorre no universo, sejam fatos bons ou tragédias, essa frase não está em nenhum lugar da Bíblia.

- "Sou cristão, não evangélico" - essa frase é fruto da vergonha de ser designado pela mesma nomenclatura de igrejas e pastores que têm enlameado o bom nome da Igreja evangélica. Então, para evitar ser associados por amigos e parentes a esses grupos, muitos têm optado por se dizer apenas "cristãos" e repudiam enfaticamente o nome "evangélico". Mais do que deixar de ser evangélicos, se tornam antievangélicos. Isso é nonsense, pelo simples fato que não resolve nada. Os que enlameiam nosso nome também se dizem "cristãos". Pela mesma lógica, deveríamos abandonar esse termo também? A resposta é óbvia. Etimologicamente, "evangélico" é o que segue o Evangelho de Jesus. Historicamente, "evangélico" é o que segue o Evangelho conforme resgatado pela Reforma Protestante. Logo, se você é cristão, professa o Evangelho de Cristo e coaduna com os cinco "solas" da Reforma... você é evangélico, queira ou não. É uma nomenclatura de 500 anos que define quem tem essas características. Renegar isso é dizer que você não é o que você é. Portanto, em vez de dizer "não sou o que sou, sou só cristão" por vergonha de ser associado a igrejas e pastores dos quais se envergonha, o ideal é deixar claro para os de fora que nós somos sim evangélicos, enquanto os que praticam atrocidades em nome da fé é que não são.

Se alguém faz piadinha pelo fato de você ser evangélico, em vez de mudar sua nomenclatura aproveite a oportunidade e explique para o piadista a razão de você portar esse honroso nome, fale que evangélico significa "aquele que segue o Evangelho de Cristo conforme resgatado pelos reformadores", explique por que os falsos cristãos não são evangélicos e aproveite para explicar o que são as boas-novas da salvação do genuíno Evangelho de Cristo. Assim, ser humilhado por ser evangélico é uma excelente oportunidade não de mudar por vergonha o que te define, mas sim de explicar aos não cristãos o que é o Evangelho da salvação. De e-van-ge-li-zar. A escolha é sua.

- "Deus é amor e por isso não controla as tragédias nem desastres naturais, como os tsunamis" -essa heresia teológica vem sendo pregada por um pequeno grupo que segue a linha do Teísmo Aberto americano, uma linha de pensamento que no Brasil foi chamada por um pastor evangélico que não se diz evangélico de Teologia Relacional. Ele e mais um punhado de pastores e acadêmicos celebrados nas mídias sociais (além de um grupinho de pessoas que tentam pegar carona em suas celebridades para se promover) começaram a propagar essas ideias pelas redes sociais, dizendo que Deus abriu mão de sua soberania e não controla as tragédias que ocorrem no mundo. Segundo essa heresia, Deus só está preocupado em relacionamentos e o conceito de Jeová controlando as forças da natureza seria fruto da incorporação de valores da filosofia e da religião grega no Cristianismo. Esquecem que Deus abriu o Mar Vermelho e o Rio Jordão, que Jesus acalmou a tempestade, que o Sol "parou" e retrocedeu, que houve um terremoto no momento em que Jesus entregou o seu Espirito... para essa heresia tudo isso são metáforas, o que associa esse pensamento à diabólica Teologia Liberal de Bultmann e outros teólogos - segundo a qual a Bíblia não é literal e muitos de seus relatos são apenas fábulas. Ao propagar essa afirmação, os adeptos da Teologia Relacional destituem Deus daquilo que é indissociável de Sua essência: Seu poder absoluto sobre todas as coisas e Sua soberania sobre tudo o que ocorre no universo. É, portanto, uma afirmação antibíblica e anticristã.

- "Padussinhô" - cumprimento que originalmente tinha um significado muito bonito e bíblico: "A paz do Senhor". O problema é que a expressão de popularizou de tal forma que as pessoas nem pensam mais no significado do termo. Passam umas pelas outras no corredor da igreja e soltam um "Padussinhô" sem nem se tocar do profundo significado da expressão. Da próxima vez que você for saudar alguém com essas palavras, concentre-se em seu belo significado: que você está desejando a aquele irmão a paz que excede todo o entendimento vinda do Príncipe da Paz, que saudava seus amigos desejando exatamente a mesma coisa. Lembra das palavras do Mestre ao chegar, ressurreto, entre os discípulos, por exemplo, em Lucas 24? "Falavam ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: Paz seja convosco!". Não deixemos uma saudação tão significativa perder seu sentido: ao a falarmos, que de fato estejamos desejando paz a aquela pessoa. Só um porém: você já parou para pensar o que exatamente significa "paz"? Significa "Quietação de ânimo, sossego, tranquilidade, ausência de dissensões, boa harmonia, concórdia, reconciliação". Vale a pena investir um tempo meditando sobre cada um desses valores que dedicamos aos irmãos.

- "Temos que contextualizar o Evangelho à cultura de cada época e sociedade" - a afirmação em si é correta, isso é exatamente o que temos de fazer. Não adianta pregarmos o Evangelho no século 21 de túnica e sandália de couro. O problema é que alguns setores da Igreja têm levado essa ideia correta além no limite de segurança. Têm conduzido esse conceito ad absurdum. Com isso, tentam com tanta força e ímpeto falar a linguagem de nossos tempos para atrair o mundo que acabam muitas vezes sendo mais mundo que Igreja. É o que ocorre, principalmente, entre a chamada Igreja emergente: os próprios pastores acabam cometendo excessos e absurdos como pregar falando palavrões de púlpito e recomendar a ida a seus membros a shows de artistas com letras anticristãs e estéticas agressivas, como Ozzy Osbourne e Titãs (grupo que tem canções altamente antibíblicas, como "Igreja", "Homem Primata" e "Epitáfio"). É preciso muita cautela. Pois nunca podemos esquecer que o Evangelho é, sempre foi e sempre será escândalo para os que não creem e que é contracultura. Isso em qualquer época e em qualquer cultura.

- "Fala, Deus" - geralmente é dito quando um pregador diz algo que o irmão ou a irmã acham que deveria ser ouvido por alguém da igreja ou por toda a congregação. É uma espécie de "toma, desgraçado, que Deus tá dizendo aquilo que eu penso que você deveria ouvir". Na maioria das vezes não é dito com amor no coração e, por isso, é algo reprovável. A não ser que a exortação seja para si mesmo. Aí... fala, Deus!

- "Eis que eu te digo..." - nos arraiais pentecostais significa que está começando uma profecia da parte de Deus. Nada contra. Sou pentecostal e creio na atualidade dos dons. O problema é que ser "profeta" dá status entre os irmãos, como se a pessoa que profetiza fosse merecedora de um amor especial da parte de Deus. Por isso, não são poucas as pessoas que simulam profecias e, com isso, cometem o gravíssimo pecado de pôr nos lábios do Senhor o que Ele não falou. Sem falar do estrago causado junto à pessoa a quem a falsa profecia foi dirigida, que vai acreditar que Deus lhe deu algum direcionamento que na verdade não deu. Assim, antes de dizer "eis que eu te digo"... trema!

- "Em nome de Jesus" - a expressão é bíblica e o Mestre nos autorizou a usá-la. A questão é que muitos a estão usando com significados que não deveriam ter, como se fosse um "abracadabra". Como disse Walter McAlister no livro "O Fim de uma Era", tem sido usada com o sentido de "tem que dar certo". "Eu vou conseguir esse emprego em nome de Jesus". "Você vai namorar fulano, em nome de Jesus". "O liquidificador vai funcionar agora, em nome de Jesus". Na verdade, qual é o significado bíblico dessa expressão? Quando alguém permite que outra pessoa faça algo em seu nome, está lhe concedendo a autoridade pessoal que detém. Por exemplo, se um soldado raso chega a um capitão e lhe diz para preparar um automóvel o capitão não lhe obedecerá, pois o soldado não tem autoridade de solicitar isso a um superior. Mas se um general diz a um soldado raso: "Vá até o capitão em meu nome e lhe diga para preparar um automóvel", aquele soldado acabou de receber a autoridade que o general tem sobre o capitão para aquela tarefa especifica. Então ele pode chegar ao capitão e dizer: "Estou vindo em nome do general solicitar que prepare o carro" e o capitão obedecerá o soldado porque o pedido é segundo a autoridade do general. Em nome dele. Com Jesus é igual. Os homens não têm autoridade de expulsar demônios. Mas quando você expulsa "em nome de Jesus", é a autoridade que nos foi concedida por Deus que está realizando aquele feito. Do mesmo modo, ser humano algum tem poder em si para curar uma doença sem ser por meios médicos. Mas se você ora "em nome de Jesus" pela cura, é a capacidade milagrosa de curar que Jesus tem e que nos foi concedida que está atuando. Ou seja, a forma correta de usarmos essa expressão é somente quando podemos substitui-la por "segundo a autoridade de Jesus concedida a mim para este fim".

- "Jesus não criou hierarquias nem liturgias" - errado. Basta você ver que no céu existem anjos e arcanjos. O prefixo "arc" significa "o principal", "o primeiro", "o de maior autoridade". Por isso, arcebispo é o principal dos bispos. Do mesmo modo, fica claro que no reino celestial o arcanjo tem um papel hierarquicamente superior a um anjo. Esse princípio do mundo espiritual também é aplicado na terra. A Bíblia manda respeitarmos as autoridades e diz que nenhuma autoridade há que não tenha sido constituída por Deus. Também manda servos obedecerem seus senhores. Afirma à mulher que deve ser submissa ao marido. Ou seja, em todas as instâncias da vida humana - seja política, profissional ou familiar - as Escrituras deixam claro que há uma hierarquia. Seria de se estranhar muito que justamente na vida espiritual isso não ocorresse. A Bíblia deixa claro que havia na Igreja do primeiro século pessoas com cargos de supervisão (o "bispo", conforme mencionado nas epístolas a Tito e Timóteo. Os apóstolos tinham um papel de liderança, basta ver no episódio de Ananias e Safira e basta reparar como Paulo dá determinações às igrejas em suas epístolas. E aqui cabe uma observação: hierarquia não quer dizer que alguém é melhor do que outro ou mais especial. Simplesmente que desempenha uma função com maior poder de decisão. É como o capitão de um time de futebol: ele é igual aos demais, mas dentro de campo é quem dá as decisões. E, acima dele, está o técnico, que tem, inclusive, o poder de decidir substituir o capitão.

Já a liturgia fica clara quando Jesus institui a Ceia. É um cerimonial litúrgico por natureza: tem ordem, as etapas seguem uma ordem, há um modo de proceder, há a repetição da forma de fazer a cada vez que se celebra. A História conta que os encontros da Igreja no primeiro século seguiam uma liturgia não muito diferente dos cultos de hoje, com louvores cantados, a leitura das cartas ou textos considerados canônicos e uma exposição do Evangelho por quem liderava o encontro. Logo, hierarquia e liturgia não foram, como alguns equivocadamente afirmam, instituídos pelo imperador Constantino ao oficializar a fé cristã como religião oficial do Estado: são bem anteriores - no mínimo 200 anos anteriores.

- "Posso ser cristão em casa, sozinho, sem congregar" - esse é um erro vindo do desconhecimento sobre a essência de nossa fé. O Evangelho é, por essência, um estilo de vida coletivo. 1 Coríntios 12 deixa claro que somos um corpo. Um membro decepado de um corpo é uma anomalia grotesca. Jesus nunca propôs o isolamento como padrão e, mesmo quando se retirava para orar sozinho, levava consigo alguns de seus apóstolos. Portanto um cristão que não congrega está desobedecendo o padrão divino.

- "Não existe pecadinho ou pecadão" - existe sim. A partir do momento em que existe um pecado (a blasfêmia contra o Espirito Santo) que não tem perdão e que a Bíblia diz que há pecados que são para a morte e outros que não são (independente da interpretação que se dê a isso, há muitas: "Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte" - 1 Jo 5.16,17.), automaticamente fica claro que há gradações. Só haver um pecado imperdoável já é prova disso. No sentido de que qualquer pecado é desobediência a Deus... naturalmente todo pecado é equivalente, mas isso não desmerece que em suas consequências há sim níveis. A Bíblia é clara quanto a isso.

- "Manto!" - essa só pentecostal entende. Se bem que eu sou pentecostal e até hoje não entendi isso.

Por enquanto é isso. Se você se lembrar de mais algum clichê dos nossos dias usado nas igrejas, entre desigrejados, entre tradicionais ou pentecostais...não importa, entre cristãos em geral, basta acrescentar nos comentários. Só peço uma coisa: explique por que aquela palavra, expressão ou frase está biblicamente incorreta. Apenas mencioná-la não vai acrescentar. Se for o caso, faremos uma apreciação em cima do seu comentário.

Quem sabe assim, parando para pensar sobre o que falamos sem pensar... paremos um pouco para pensar sobre o que falamos! E, talvez, seja o caso de eliminarmos certas frases feitas do nosso meio que parecem corretas mas na verdade só servem para confundir. Ou não servem para nada mesmo. Tão ligados na fiação, varão e varoa dos mantos de fogo?

Paz a todos vocês que estão em Cristo.
***

Fonte: Apenas

domingo, 6 de maio de 2012

Uma Nova Aliança com Cristo [Esboço].


Esboço de mensagem para o Culto Jovem da Assembleia de Deus Missão Resgate - 29/04/12

Uma Nova Aliança com Cristo (Hb. 12.24).

Aliança implica em relacionamento (União).

 Deus nos criou para adorá-lo.


- Deus nos deu a oportunidade de servi-lo.
- O homem pecou (Rm. 3.23), com isso deixou de lado a comunhão com Deus.
- Deus tentou diversas vezes fazer uma aliança com o seu povo (Com Abraão, Jacó, entre outros).

 2.   Os inimigos da nossa aliança com Cristo.


- Satanás (1 Pe. 5.8);
- O Pecado (Rm. 6.23 / Rm. 4.8);
- Nós mesmos – Natureza Carnal (2 Tm. 2.22).

 3.  Como ter uma nova aliança com Cristo.


- Crendo que Jesus é o salvador (Jo. 1.29);
- Arrependendo-se das práticas de pecado (At. 3.19);
- Confessando a Cristo como único e suficiente salvador (Lc. 12.8);
- Entregando a sua vida a ELE (totalidade) (Sl. 37.5).


Edcleyton Souza

sábado, 5 de maio de 2012

21 Anos de Muitas Bençãos Divinas.


Queridos amigos e leitores, venho por meio deste post tecer alguns agradecimentos. Nesta sexta-feira, 04 de maio, completei 21 anos de vida, em que o nosso bom Deus nos concedeu esta grande oportunidade de assim viver. Sem Ele nada podemos fazer. Por ele e por causa dele vivo, respiro, ando e faço as minhas atividades. Por isso, quero tributar, primeiramente, ao meu Deus por tamanha graça e misericórdia que tem me proporcionado de estar realizando mais um aniversário. Ao longo destes 21 anos de caminhada, o inimigo de nossas almas tem bramado como leão tentando nos tragar. Porém, o Deus Todo-Poderoso e amigo, sempre tem guardando o meu pé por onde eu ande. Ele é soberano. E nada posso fazer sem a sua presença. Se hoje estou vivo é porque alguém há muitos anos atrás escolheu dar a sua vida para me dar uma nova vida. Vida esta que se completará no céu, pois será eterna.

Desejo agradecer a minha família, que todos os dias está no meu lado. Diariamente, vem me dando força, ânimo, aconchego e carinho para suportar as aflições terrenas. Só tenho a agradecer aos meus pais (Edwilson e Alineide). Pela educação a mim disponibilizada com tanto sacrifício, pelas experiências vividas, por me apoiarem nas minhas decisões e me ensinarem o caminho que devo andar, sempre ensinando-me as coisas do reino de Deus. Hoje, sou o que sou por causa da educação que os meus pais me deram. E aos meus irmãos, Kellton e Kellyson, que sempre estão prontos a me ajudar.

Agradeço aos meus amigos, de perto e de longe. Aqueles que estão diariamente comigo, tanto no trabalho, na igreja ou na universidade. e também aqueles que teclam comigo, mesmo de terras longínquas. Deus tem colocado pessoas especiais na minha vida, onde eu tenho aprendido, ajudado e também, sendo ajudado firmemente na fé. Uma vida sem amigos para nada serve. E, pra quem me conhece, eu sempre falo: "É melhor ter poucos amigos e serem sinceros do que, muitos que não são". Os amigos são presentes de Deus para a nossa vida. Mesmo que você esteja longe, porém, a minha oração é que a benção do Senhor recaia sobre você. Quero agradecer aos meus amigos do FACEBOOK, ORKUT e TWITTER que me mandaram mensagens e recados tão lindos, carinhos e significativos para mim, em razão ao meu aniversário. Saiba que vocês são bençãos de Deus na minha vida.

Logo, sou grato ao autor e consumador da nossa fé (JESUS) por nos conceder tantos milagres. As lutas vem e vão, mas ele está sempre comigo. Nunca me desamparou. Tribulações e dificuldade passei, mas nunca a trindade santa me abandonou. Neste dia sou feliz. E até a volta de Cristo serei, pois estou esperando firmemente o cumprimento da sua palavra, o arrebatamento da sua igreja, onde iremos morar com ele no céu.

Obrigado,

Edcleyton Souza 

 ...Até aqui nos ajudou o SENHOR. I Samuel 7.12.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Lições Bíblicas para o 3º Trimestre de 2012 - Vencendo as Aflições da Vida.


Lição 01 – No Mundo Tereis Aflições
Lição 02 – A Enfermidade na Vida do Crente
Lição 03 – A Morte para o Verdadeiro Cristão
Lição 04 – Superando os Traumas da Violência Social
Lição 05 – As Aflições da Viuvez
Lição 06 – A Despensa Vazia
Lição 07 – A Divisão Espiritual no Lar
Lição 08 – A Rebeldia dos Filhos
Lição 09 – A Angústia das Dívidas
Lição 10 – A Perda dos Bens Terrenos
Lição 11 – Inveja, um Grave Pecado
Lição 12 – As Dores do Abandono
Lição 13 – A Verdadeira Motivação do Crente
Lição 14 – A Vida Plena nas Aflições

Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva

terça-feira, 1 de maio de 2012

7º Seminário de EBD na AD-SEDE em Parnamirim/RN.


Desde ontem (30/04/12), a Assembleia de Deus em Parnamirim/RN (sede), presidida pelo pastor Elinaldo Renovato, realiza o 7º Seminário da EBD com o seguinte tema: Os desafios atuais da EBD para a formação de verdadeiros cristãos. Foram os palestrantes: o pastor local - Elinaldo Renovato - e o pastor Altair Germano (Abreu e Lima/PE), onde pude conhecê-lo pessoalmente.

                              Com o Pastor Altair Germano

O evento contou com mais de 700 inscrições. Professores, alunos, superintendentes de EBD, pastores e obreiros que desejavam aprender mais sobre a palavra de Deus com ênfase na escola dominical receberam grandes ensinos. Com a proposta de trazer a tona os desafios que a EBD passa neste tempo pós-moderno em formar verdadeiros cristãos, o seminário contou com palestras expositivas, cheias da unção e da graça de Deus.

Neste mesmo período o pastor Altair Germano, que também é escritor, lança o seu novo livro: O Perfil de Sete Líderes


Com mais de 700 inscritos, o templo sede estava lotado. Contando com as participações de irmãos da capital e de interiores do RN, em pleno feriado, o povo estava buscando capacitar-se para aprimorar e ampliar os seus conhecimentos em prol do crescimento da obra de Deus.


 Com meu amigo Giovanni Santos.

 Pr. Altair Germano palestrando.

Logo, este evento foi benção para nossa vida e de total edificação para cada um que esteve lá. Desejo parabenizar o Pr. Elinaldo Renovato, a superintendência geral da EBD na cidade de Parnamirim por toda a organização do evento que foi agradável.

Aguardemos o próximo, para a glória de Deus.

sábado, 28 de abril de 2012

O Que Eu Penso sobre os Gideões Missionários da Última Hora.


Conhecido pela maioria dos evangélicos, principalmente os pentecostais, os G.M.U.H. (Gideões Missionários da Última Hora) é uma associação missionária onde o foco é a evangelização mundial. Todos os anos esta associação realiza o congresso internacional de missões em que são chamados para pregar a palavra de Deus os mais renomados pregadores do Brasil (serão?). 

O G.M.U.H. está presente em diversos países como Uruguai, Haiti, Índia, Angola, Moçambique e até nos interiores dos estados da nossa nação. As obras que esta associação realiza é de bom grado e fortifica a propagação da salvação.

A maioria dos jovens pregadores da minha denominação tem o sonho de pregar no congresso dos G.M.U.H. Este desejo, muitas das vezes nocivo a fé e ao chamado de Deus por causa da ânsia da fama e de se tornar alguém conhecido, fazem com que estes jovens pregadores espelham-se em alguns destes pregadores famosos que ministram no G.M.U.H. No entanto, cá pra nós, nem todos estes que pregam no congresso tem um bom exemplo e nem uma boa fama. Alguns pregam e pregam até o fogo descer (uso a linguagem que impera neste meio), mas fora dos púlpitos vivem uma vida desregrada de pecado. Poderia citar alguns exemplos, mas deixo isto a sua própria análise.

Contudo, como jovem pregador que sou, nunca fiquei abismado, alucinado, procurando de todas as formas chegar a pregar neste congresso. Até me espelhei em alguns homens de Deus para iniciar meu ministério. Mas, caso um dia Deus prover a oportunidade, assim estarei falando a palavra do Todo-Poderoso; mas se não, estarei feliz em pregar em outros lugares, pois sei que a seara é grande e pouco são os ceifeiros. Não me iludo.

Ora, admiro o G.M.U.H. por sua luta em favor da evangelização mundial. Sei que há diversos desafios e adversidades que eles enfrentam. Não é fácil manter a obra de missões. Em seu congresso, recursos financeiros são levantados para ajudar no mantimento de obras missionárias em várias parte do mundo. 

Mas, ao meu ver, o que deixa a desejar é que a estrutura da pregação no congresso é falha. Conta-se nos dedos os pregadores que, certamente, falam e ensinam sobre a grande obra missionária, os aspectos que influenciam nela e as suas dificuldades. 

Muitos destes, jogam fora a oportunidade de impactar uma grande multidão com uma palavra de impacto missionário, trazendo a consciência de seus ouvintes a nossa verdadeira missão. 
Logo, percebo que a maioria das ministrações são antropocêntricas: Deus vai te levantar...Deus vai te exaltar...Teus inimigos vão ver a tua vitória...Quem te viu chorando vai te ver sorrindo...
Aonde fica a responsabilidade de apregoar as boas novas para vidas necessitadas da salvação?
A proposta do congresso está deixando a sua verdadeira essência.

Elogio fortemente o a fundação missionária do G.M.U.H., porém precisa-se rever os conceitos do maior congresso de missões do mundo. Que os organizadores possam focar cada vez mais na edificação da igreja, exortando sobre a sua verdadeira missão e não trazendo-lhes uma palavra sem confrontação, sem clichês, modismos e meninices em muitas das vezes.

De fato, a nação brasileira é um celeiro missionário. Por isso, nós líderes, devemos incentivar a capacitação da igreja na obra missionária. Auxilando-os na leitura da bíblia, trazendo projetos inovadores para que tragam bons resultados na evangelização do nosso bairro e da nossa cidade.

Agradeço a Deus pela vida de alguns pregadores deste congresso que sempre pregam a verdade bíblica enfatizando fortemente a obra missionária. E para aqueles que assim não o fazem, preguem a verdadeira missão da igreja.

Faço as palavras do apóstolo Paulo as minhas: 

Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado. 2 Coríntios 12:15

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Toda Discussão Teológica é do Diabo?

por Augustus Nicodemus Lopes


 Lutero diante do tribunal religioso de Worms, Alemanha, defendendo a doutrina da justificação pela fé.

Lutero diante do tribunal religioso de Worms, Alemanha, defendendo a doutrina da justificação pela fé.
De vez em quando leio comentários de cristãos nas mídias sociais dizendo, "eu sou mais a Bíblia, eu só quero Jesus, esse negócio de discussão doutrinária só divide a igreja, é coisa de homem e do diabo".

É claro que eles estão certos se a discussão doutrinária for movida por interesse mercenários e pela luta pelo poder. Todavia, este tipo de juízo generalizado revela uma falsa piedade enorme e uma ignorância ainda maior.

Se hoje estes queridos têm a Bíblia no Brasil para ler em português e conhecem o Jesus que ela ensina é por que:

  • A Igreja reconheceu os 66 livros somente depois de muita polêmica contra Marcião e Montano no séc. II a III; sem isto, nem Bíblia teríamos ou então, uma mutilada; 

  • Os Reformadores quebraram o pau na Idade Média para dizer que a Bíblia é a revelação final de Deus e com isto conseguir que ela voltasse para as mãos do povo;  sem isto, estaríamos escutando missa em latim até hoje e sem uma Bíblia em nossa língua para conferir;

  • Comitês de tradução brigam e disputam teologia para saber qual a melhor tradução do grego e hebraico para o português; imagino que estes irmãos "piedosos" não lêem nem grego e nem hebraico e que dependem do português para ler a Bíblia;

  • Teólogos e mestres crentes lutaram e brigaram contra os liberais para que as igrejas ficassem com o Evangelho puro acerca de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Sem estas disputas teológicas, estaríamos reverenciando um Jesus diferente daquela da Bíblia.
Portanto, acho que estes irmãos estão simplesmente cuspindo no prato em que comem todo dia, ao condenar as disputas teológicas ao mesmo tempo que lêem sua Bíblia em português.

Texto Original: O Tempora, O Mores.

terça-feira, 10 de abril de 2012

30 Dias de Oração em Prol da Coréia do Norte.


Durante os últimos 11 anos, a Coreia do Norte vem sendo considerada a nação mais hostil ao evangelho. É proibido adorar qualquer ser além de Kim Il-sung, o antigo presidente e fundador do atual sistema que rege o país. Aqueles que desobedecem esta regra, ou até aqueles que não adoram o falecido presidente, são enviados a campos de concentração de onde poucos saem com vida.

No próximo domingo será celebrado o centenário do nascimento de Kim Il-sung. A data foi escolhida para se dar início aos 30 dias de oração pela Coreia do Norte. 

No site da Portas Abertas você encontra um livreto com mais informações sobre o país e pedidos de oração. Participe dessa campanha. Incentive sua igreja e seus amigos a colocarem esta nação aos pés do Senhor. 

Missões Portas Abertas

domingo, 8 de abril de 2012

O Meu Jesus Continua Vivo Depois da Páscoa.


Embora muitos comemorem a páscoa, infelizmente, a obra salvívica de Cristo é pouco lembrada nos demais dias do nosso calendário. De fato, a humanidade recorda de Cristo apenas na semana santa e no natal, e ainda, o coelho da páscoa e o papai noel disputam a preferência com Jesus. Acaba que, a sociedade prefere comemorar tais datas com a presença do coelho e do bom velhinho do que a presença do salvador das nossas vidas. Não dando o devido valor a esta memorável data, pois, também, Cristo é Cristo depois da páscoa.

A páscoa é uma data de gratidão. É um momento de sermos gratos a Cristo por ter nos dado sua vida para nos trazer uma nova vida com Deus e garantir-nos a vida eterna (I Pe. 1.3). É tempo de nos congratular-mos com os nossos irmãos, irmãs e familiares, pois sabemos que a graça e o amor de Deus sobrepôs o pecado da humanidade, nos concedendo a garantia de sermos chamados filhos dELE (Rm. 5.20 / Jo. 1.12).

Venho neste dia afirmar, veementemente, de que o meu Jesus continua vivo após a data pascoal (Hb. 13.8). O seu sacrifício deve ser lembrado todos os dias da nossa vida terrena (Hb. 10.12). A quem diga que comemore a ressureição de Jesus na semana santa. Mas, e os demais dias do ano? Acabam esquecendo da obra do calvário e retornam a viver em pecado. Muitos adoram o que não conhecem (Jo. 4.22). Mas os verdadeiros cristãos adoram ao verdadeiro e único Cristo que morreu e ressurgiu com vida ao 3º dia. 

Neste domingo nos alegramos ao lembrar que foi por nós que Cristo se entregou. Foi martirizado, massacrado, cuspido, torturado para remir os nossos pecados. E, se estamos aqui hoje, é porque um Deus se fez homem, deixando toda a glória para nos salvar (Fl. 2). Não adoramos a um deus de pedra, madeira ou de ouro. Que tem boca, mas não fala; que tem olhos, mão não ver; que tem pés, mas não andam. Servimos e adoramos a um Deus que tem todo o poder no céu e na terra e não está preso a uma imagem de escultura e nem a um túmulo frio. O nosso Cristo vive e reina no céu, e de lá vela por nós. Ele está vivo!

Contudo, lembremo-nos diariamente do calvário, pois é de lá que provém nossa maior vitória, confronta a nossa natureza pecadora e nos faz ver que há uma esperança. Esperança tal que, aguardamos ansiosamente para chegarmos ao céu de gozo, paz e alegria eternal.

No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1:29
 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Nossa Apologética Deve Apontar Para Cristo.

Por Nathan Busenitz
 
O alvo da apologética deve ser evangelístico e, assim sendo, sua mensagem deve estar centrada na pessoa e obra de Jesus Cristo. Ele é a resposta a todos os males sociais e a cada coração que o busca. “Mas nós pregamos a Cristo crucificado”, Paulo explicou aos coríntios, “escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (1 Co 1.23). De maneira semelhante, disse aos crentes de Colossos: “o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28). Armado com o lema “para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21), Paulo enfrentou o mundo como embaixador de Cristo, rogando aos ouvintes “em nome de Cristo, vos reconcilieis com Deus” (2 Co 5.20). Ele jamais tomou uma posição apologética que não apontasse para Cristo. Quer no Areópago (At 17) quer no tribunal diante do governador romano (At 26), a defesa da fé feita por Paulo sempre era centrada no evangelho (1 Co 15.3-4).

Uma apologética que deixa de apresentar o evangelho por inteiro deixa no mesmo lugar os pecadores: ainda perdidos. Até confessarem Jesus como Senhor e crer que Deus o ressuscitou da morte, eles permanecem mortos em seus pecados (Rm 10.9). Sua eternidade depende do que farão com Jesus Cristo. À pergunta: “O que devo fazer para ser salvo?” Jesus é a única resposta (At 16.30-31). Para o problema do pecado, ele é a única solução. Como disse João Batista a respeito de Jesus: “quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.36).

Não podemos nos contentar com uma abordagem apologética que diminua ou negligencie o evangelho. Afinal de contas, nossa meta final não é apenas converter os ateus ao teísmo ou evolucionistas ao criacionismo, mas chamar os incrédulos (quer sejam eles ateus ou teístas, evolucionistas ou criacionistas) a receberem Jesus Cristo. Os argumentos quanto ao teísmo e criacionismo são importantes, mas a apologética cristã será incompleta se parar por aí e não proclamar o evangelho.

Uma ilustração disso está no fato de que muitos evangélicos deram grande valor à conversão do renomado ateu britânico Antony Flew do ateísmo para o teísmo. Ele documentou sua mudança de ideia no livro There is a God, onde admitiu que os argumentos do projeto inteligente o levaram a “aceitar a existência de uma Mente infinitamente inteligente”. [1] No fim do livro, Flew nota que poderia estar aberto ao cristianismo, mas não chega a reconhecer nenhum compromisso pessoal com Cristo. Por sua parte, Flew se identifica como deísta. [2]

Como avaliar esse tipo de conversão? Por um lado, alegramo-nos porque um renomado ateu renunciou publicamente seus erros anteriores. Podemos ser gratos pelos esforços daqueles que, por sua influência, o ajudaram a ver a falência filosófica do sistema ateu. Mas não podemos estar completamente satisfeitos com o resultado, pois o Professor Flew não se tornou cristão.

Quando o apóstolo Paulo esteve diante da oposição, quer no areópago quer diante de Festo e Felix, não se contentou apenas em convencer seus ouvintes da existência de Deus. Na verdade, eles já eram teístas. Contudo, eles tinham renhida necessidade de se reconciliarem com Deus, razão pela qual a mensagem de Paulo era centrada no evangelho de Jesus Cristo. Em uma época quando o ateísmo naturalista ganha aprovação popular, poderá ser tentador pensar que defender a existência de Deus deva ser nosso principal alvo. Mas se deixarmos de fora a mensagem cristocêntrica do evangelho, nosso trabalho apologético ficará incompleto. [3] Fomos comissionados a fazer discípulos do Senhor (Mt 28.18-20), não apenas teístas. Assim, pregamos Cristo crucificado a todas as pessoas, quer elas creiam quer não creiam em Deus.

[1] Antony Flew, There Is a God (New York: HarperCollins, 2007), 158.
[2] Antony Flew e Gary R. Habermas, “My Pilgrimage from Atheism to Theism: An Exclusive Interview with Former British Atheist Professor Antony Flew,” Philosophia Christi 6, no. 2 (Winter 2004). Online at www.biola.edu
[3] Se nos esquecermos da mensagem do evangelho que é centrada em Cristo, corremos o perigo de nos juntar a outros teístas, incluindo cristãos não evangélicos, em um esforço de convencer os não teístas a tornarem-se teístas.

terça-feira, 3 de abril de 2012

4 Grandes Doutrinas para Sempre ter em Mente.

Publicado originalmente em iPródigo.com

Por J.C. Ryle



J.C. Ryle
Eu sinto que todos nós precisamos mais e mais da presença do Espírito Santo em nossos corações para nos guiar, nos ensinar e nos manter firmes na fé. Há algumas grandes verdades, que, em dias como este [1874!], somos especialmente obrigados a ter em mente. Acredito que há tempos e épocas na Igreja de Cristo em que somos obrigados a reforçar nosso conhecimento sobre algumas das principais verdades, para apreendê-las com uma firmeza fora do comum em nossas mãos, para imprimi-las em nossos corações e não perdê-las.

#1: A Corrupção total da Natureza


A corrupção da natureza humana não é algo desconsiderável. Não é parcial, superficial, mas uma corrupção radical e universal dos desejos, do intelecto e da consciência do homem. Não somos meramente pobres e mesquinhos pecadores na visão de Deus: somos pecadores culpados; somos pecadores condenados: merecemos a ira e a condenação de Deus. Acredito que há poucos erros e falsas doutrinas em que, a princípio, podem não ser detectadas visões distorcidas da corrupção humana. Percepções erradas sobre uma doença sempre trarão consigo a percepção do remédio errado. Visões erradas sobre a corrupção da natureza humana sempre acarretarão visões erradas do grande tratamento e cura dessa corrupção.


#2: Inspiração e Autoridade da Bíblia


Vamos sustentar corajosamente, diante de toda oposição, que a Bíblia como um todo é dada por inspiração do Espírito Santo, que tudo é inspirado completamente, não uma parte mais inspirada que outra, e que há um completo abismo entre a Palavra de Deus e qualquer outro livro no mundo. Precisamos não temer as dificuldades no sentido da doutrina da total inspiração. Talvez haja muitas coisas sobre isso muito longe de serem compreendidas por nós: é um milagre, e todos os milagres são necessariamente misteriosos. Mas se não acreditamos em nada até podemos explicar completamente, há pouquíssimas coisas, de fato, em que devemos acreditar. Precisamos não ter medo de todos os ataques da crítica sobre a Bíblia. Nos dias dos apóstolos, a Palavra do Senhor foi incessantemente ‘provada’, e nunca falhou em ressurgir como ouro, ilesa e sem pecado.


#3: A Expiação e o Sacerdócio de Cristo


Devemos corajosamente sustentar que a morte de nosso Senhor na cruz não foi uma morte comum. Não foi a morte de alguém que morreu apenas como um mártir. Não foi a morte de alguém que apenas morreu para nos dar um forte exemplo de auto-sacrifício e auto-negação. A morte de Cristo foi uma oferta a Deus do próprio corpo e próprio sangue de Cristo, para reparar o pecado e transgressão do homem. Foi sacrifício e conciliação; um sacrifício caracterizado em toda oferta da lei de Moisés, um sacrifício de grande influência em toda a humanidade. Sem o derramamento desse sangue não poderia haver, não era pra haver, qualquer remissão de pecado.


#4: O Agir de Deus no Espírito Santo


Vamos colocar em nossas mentes que o agir de Deus não é uma ação invisível incerta no coração: e que onde Ele está, Ele não está escondido, nem insensível, nem despercebido. Não acreditamos que o orvalho, quando cai, não possa ser sentido ou que a vida de um homem, não possa ser vista ou percebida por sua respiração. Assim é com a influência do Espírito Santo. Nenhum homem tem o direito de afirmar isso sem que seus frutos e seus efeitos possam ser vistos em sua vida. Onde Ele está, haverá um nova criatura e um novo homem. Onde Ele está haverá novo conhecimento, nova fé, nova santidade, novos frutos na vida, na família, no mundo, na Igreja. E onde essas novas coisas não podem ser vistas, bem podemos dizer com confiança que não há ação do Espírito Santo.
***

Fonte: iPródigo.com - Traduzido por Carla Ventura | iPródigo.com | Original aqui